Spread fixo x spread variável

Spread fixo é previsível, mas costuma ser maior; variável acompanha o mercado e encolhe em liquidez alta. Entenda a diferença real.

Duas corretoras podem anunciar o mesmo par com condições muito diferentes — a diferença está no modelo de spread: fixo ou variável. Cada um tem vantagens e custos escondidos.

Spread fixo

A corretora trava o spread em um valor constante (ex.: 1,5 pip no EUR/USD), independentemente da liquidez do momento. Vantagem: previsibilidade total do custo. Desvantagem: o valor embute a margem da corretora e costuma ser maior que o spread de mercado.

É típico de corretoras market maker — e o spread fixo 'some' em notícias: nesses momentos, a corretora pode ampliar o spread mesmo em contas 'fixas' ou recusar cotações (requote).

Spread variável

Acompanha o mercado: encolhe para 0,1-0,5 pip em horários de alta liquidez e alarga em notícias. É o modelo das contas ECN/STP e Raw, normalmente combinado com comissão por lote.

O custo total (spread + comissão) costuma ser menor para quem opera com volume — mas varia ao longo do dia.

Qual escolher

Para quem opera pouco e valoriza previsibilidade, o fixo simplifica o cálculo. Para quem opera com frequência e busca custo menor, o variável com comissão tende a vencer — desde que o estilo de execução da corretora seja adequado.

Corretoras citadas neste guia