Bônus de corretoras: o que ler antes de aceitar
Bônus de depósito parecem vantagem — mas vêm com condições de volume, prazo e saque. Entenda a letra miúda antes de aceitar.
Bônus de depósito é a ferramenta de marketing mais comum das corretoras — e a mais mal compreendida. Antes de aceitar, vale entender exatamente o que ele exige de você.
Como funcionam
O modelo típico: você deposita e a corretora credita um percentual extra (ex.: 50% até US$ 200). O valor do bônus, porém, não é sacável direto: ele fica vinculado à conta e é liberado conforme você cumpre um volume de operações (turnover).
O requisito de volume costuma ser expresso em lotes: para liberar um bônus, você precisa operar X lotes por unidade de bônus. Operar 100 lotes para 'liberar' US$ 100 significa pagar, só de custos, mais do que o bônus vale.
A letra miúda
- Requisito de volume (lotes por valor de bônus)
- Prazo para cumprir o requisito
- Restrições de saque enquanto o bônus não é liberado
- Exclusão de determinados pares ou estratégias do cômputo
- Regras de alavancagem específicas para contas com bônus
Vale a pena?
Para quem vai operar o volume exigido de qualquer forma, o bônus pode ser um extra legítimo. Para quem deposita pensando no dinheiro 'grátis', quase sempre é armadilha: o custo do volume exigido supera o benefício.
Regra prática: leia o requisito de volume e compare com o que você costuma operar por mês. Se o número não fizer sentido, recuse o bônus — a maioria das corretoras permite operar sem aceitá-lo.
Sinais de alerta
Bônus com promessa de 'saque imediato', requisitos ocultos descobertos só no saque, ou condições que mudam depois do depósito são padrões de problema. Corretoras sérias publicam os termos completos antes da aceitação.